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E o piso?

Madeira, porcelanato, cimento queimado, cimento tecnológico, mármore… Existe uma infinidade de materiais que podem ser usados nos pisos da sala, da cozinha, do quarto e do banheiro. Antes de escolher o acabamento é necessário estudar os tipos disponíveis no mercado, analisar os prós e os contras de cada um como, a relação custo-benefício, a manutenção, a adequação à decoração que você pretende realizar. Escolher o piso que mais se ajusta à sua casa ou ao seu apartamento pode ser uma das tarefas mais árduas de todo o processo de decoração. Então, pra dar uma força e evitar o estresse, o Estilo VIA foi buscar dicas preciosas com quem entende do assunto.

As arquitetas Renata Ciccarini e Vilmara Januzzi, acostumadas a lidar com os dilemas dos clientes na hora de escolher o piso, alertam para alguns fatores importantes na hora da escolha. Isso porque, invariavelmente os clientes se perguntam se este ou o outro é o melhor para aquele canto esquecido da sala e se não, porque não é a melhor opção? Então, atenção à primeira dica: A uniformização do ambiente. Não é uma regra, mas quando toda a casa ganha apenas um tipo de acabamento no piso, o ambiente fica mais elegante e leve. Com isso em mente, deve-se levar em consideração o preço, o segundo fator de estresse entre os clientes. Por último, mas não menos importante, a manutenção. Por mais que o mercado ofereça bons produtos, alguns pisos pedem uma revisão periódica enquanto outros pedem cuidados especiais para manter aquele jeito de novo em folha ou, se for o caso, de envelhecido com cuidado e elegância.

Porcelanato

Um dos pisos mais usados no momento e considerado por muitos o queridinho de designers de interiores e de arquitetos, o porcelanato justifica sua fama pela alta qualidade, durabilidade, resistência a impactos, a crianças e a cachorros e, também, por ser muito versátil. Da sala ao quarto, passando pela cozinha, pela varanda e pelo banheiro, o porcelanato cabe em qualquer espaço da casa. A tecnologia embarcada nesse acabamento permite uma ampla variedade de tipos, cores, texturas e tamanhos. Alguns reproduzem os veios do mármore, outros, os lenhos da madeira. Porém, no topo da lista dos mais pedidos estão os monocromáticos. “Para a maioria de nossos clientes, recomendamos o piso de cor clara e liso, o que permite mais liberdade de combinações na hora de decorar. Pisos brancos ou claros ficam bem tanto com móveis da mesma tonalidade como com peças e tecidos coloridos ou mesmo escuros”, afirma Renata Ciccarini.

Os porcelanatos com desenhos ou apliques são recomendados para os revestimentos de alguma parede em destaque no projeto ou detalhes nas paredes de banheiros, varandas gourmets e cozinhas. Podem ser usados em áreas internas e externas, molhadas e secas e também em locais de grande fluxo de pessoas.

Sua manutenção exige pouco mais que água e saponáceo, desses de lavar panelas, quando necessário.

Madeira

A madeira é sempre uma opção para quem quer investir em um piso de qualidade. Seu toque é suave e o ambiente ganha ares de aconchego e calor. Bastante versátil, pode ser usada em toda a casa, até mesmo em cozinhas e banheiros e em áreas externas. Afinal, quem não gostaria de ter um deck de madeira natural para tomar sol à beira da piscina?

No mercado, há todo tipo de madeira para uso em acabamentos. As mais conhecidas são a cumaru, a cabreúva, o ipê, o freijó, o pinho de riga e mais uma infinidade delas. Mas é bom ficar atento quanto à procedência e assim evitar o incentivo ao corte ilegal de árvores. Verifique se o produto possui selo de certificação FSC [Conselho Brasileiro de Manejo Florestal], que garante a legalidade da procedência e que as árvores não são de espécies em extinção nem resultado de desmatamento ilegal.

A arquiteta Renata Ciccarini garante que a colocação do piso de madeira é fácil. “Uma das vantagens da madeira é que ela pode ser aplicada sobre outro piso já existente. Isso evita o quebra-quebra e reduz o tempo da obra”, afirma. “Além disso, em muitos casos, a compra do piso já está atrelada à instalação, o que evita uma série de problemas como, ter que procurar um profissional capacitado para colocar o piso”, completa.

Apesar da simplicidade, o uso da madeira como acabamento requer alguns cuidados. Se ela não for tratada, é bom evitar sua exposição à umidade constante. Em áreas internas secas, vassoura de cerdas macias e pano úmido são suficientes para manter a limpeza. Nas áreas molhadas, decks, varandas, cozinhas e banheiros, além da madeira exigir um tratamento prévio de impermeabilização, é importante fazer a manutenção periódica preventiva, segundo as orientações do fabricante.

Mármore e granito

Parece desnecessário dizer, mas vale a pena ressaltar: o mármore e o granito podem ser usados em áreas internas e externas, secas ou molhadas. Como são pedras extraídas com os mais diversos tamanhos, as peças colocadas em residências e escritórios são feitas sob medida, o que evita desperdícios e oferece inúmeras possibilidades de paginações – o leiaute do piso – e a criação de padrões geométricos ou florais únicos.

Para você que está entrando no mundo dos acabamentos, em plena fase de tomada de decisão, é importante sempre pensar na sua escolha de acordo com a decoração do ambiente. No mercado, há todo tipo de mármore com cores e veios em variações infinitas. Os mais comuns são o bege Bahia, o azul macaúba, o carrara, o espírito santo, o coralito, o rosa do norte, o travertino, o spring rose, o verde alpi e o branco volakas, só pra citar alguns.

Apesar de sua versatilidade na decoração, o mármore tem algumas limitações. Ao ar livre, fica mais suscetível a arranhões e manchas e, com o tempo, pode perder o brilho. Alguns cuidados ajudam a mantê-lo com a cara de novo. No dia a dia, limpe com um pano úmido e evite os detergentes abrasivos. “Em bancadas e pisos de áreas molhadas, indicamos a impermeabilização, que impede a absorção de água e óleo”, alertam as arquitetas. Além disso, por ser um material natural, é mais difícil encontrar unidade na tonalidade em maior escala ou, em caso de reposição.

Cimento queimado

O cimento queimado, antes considerado rústico, hoje é símbolo de modernidade e consciência ecológica. De alta resistência e preço acessível, o cimento queimado pode ser usado inclusive nas paredes. Para o clima brasileiro e, em especial, o de Brasília onde o calor impera na maior parte do ano, este acabamento permite que a casa mantenha a temperatura baixa. Isso garante o conforto térmico dos moradores e diminui a necessidade do uso contínuo do ar condicionado. Se você gosta de cor, é só aplicar um pigmento à argamassa e o piso ficará azul ou amarelo ou vermelho ou preto. Você decide.
A manutenção? Nada que um bom pano úmido não resolva.

 

 

 

Cimento Tecnológico

Primo irmão do cimento queimado, o cimento tecnológico chega com tudo em 2013. E assim como o primo, a aplicação exige boa técnica, como se fosse uma massa corrida, dessas que são usadas nas paredes antes de levar camadas e camadas de tinta. As vantagens dessa novidade é que o piso não tem juntas, dando um aspecto de peça única e pode ser aplicado sobre a maioria dos pisos existentes, exceto a madeira. E tem mais, além de ser um material extremamente fino e de secagem rápida, tem maior aderência e resistência do que o tradicional cimento queimado. “É o acabamento coringa”, dizem Renata e Vilmara. “Do chão ao teto e à fachada, com ele, tudo pode”. O resultado? Um ambiente arrojado e ao mesmo tempo elegante.

Um comentário para “E o piso?”
  1. Tamara Vizioliem 15 Nov 2013 às 15:24

    Materia simplesmente perfeita!!!

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