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Faça-se a luz

Um dos elementos mais importantes na decoração de um ambiente é sem dúvida a iluminação. No entanto, muitos ainda desconhecem ou subestimam seu poder transformador. Usada de forma correta, dá nova vida à casa e transforma ambientes antes sóbrios e desinteressantes em espaços intimistas, românticos, alegres ou aconchegantes. No escritório, a iluminação ajuda a criar uma atmosfera criativa e produtiva para a equipe de trabalho.

Para ajudar você a conhecer um pouco sobre o vasto universo da iluminação residencial e empresarial, o Estilo Via consultou a arquiteta e especialista em projetos luminotécnicos Raquel Rosildete. Ela ressalta que, ainda que passe despercebida, “a iluminação é a responsável pela primeira impressão de quem entra na nossa casa ou escritório”. A luz, afirma Raquel, traz para o ambiente a sensação de conforto e bem estar. “Cada espaço tem uma função definida e, por isso, precisa de um projeto de iluminação específico”, afirma. A arquiteta lembra que um espaço mal iluminado ou com pontos luz instalados em locais errados podem tornar o ambiente frio e impessoal.

Veja a seguir as dicas de Raquel Rosildete para deixar sua casa ou escritório com a iluminação certa.

Sala de Estar

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Este é um cômodo onde as pessoas passam boa parte do seu tempo quando estão em casa. Por isso, a luz deve ser confortável aos olhos e possibilitar uma interação entre as pessoas. Uma luz de preenchimento (fluorescente) é uma ótima alternativa para iluminar o ambiente. A luz de preenchimento é diferente da de spot. Ela evita que surjam sombras nos cantos ou mesmo entre uma luminária e outra. Além disso, ela é mais fraca que as luzes principais que ficam no teto. Para isso, lâmpadas fluorescentes, halógenas R48 ou dicróicas cumprem a função. Elas são instaladas no teto ou em spots apontados para a parede. Luminárias de chão, que apontam o foco para o teto também são boas para preencher espaços. Assim, todos conseguirão se enxergar e interagir.

Sala de Jantar

A sala de jantar recebe de reuniões de família e amigos a encontros românticos. Por ser um ambiente bem diversificado a iluminação pode ser usada dependendo da atmosfera que o morador quiser criar. Nesse ambiente, a mesa de jantar tem que ser o objetivo principal da iluminação. Para a arquiteta, colocar um pendente (lustre) em cima da mesa é uma boa opção. “Gosto de colocar uma luz pontual no local do jantar e uma outra para preencher o espaço, como uma luz fluorescente instalada no teto”, conta. Raquel lembra que dependendo do tamanho da sala de jantar, um lustre pode não ser a melhor opção, pois interrompe a visualização do espaço e a continuidade da luz.

Com luzes baixas, ganha um ar romântico, enquanto, bem iluminada e com pontos de luz, torna-se um local ideal para reunir os amigos e a família. Para regular a intensidade da luz, utilize um dimer, que funciona com um botão de volume do equipamento de som. Simples, eficiente e de baixo custo, ainda reduz o gasto com energia elétrica.

Cozinha

Como se trata de um ambiente de intensa atividade e que exige o máximo de visibilidade, deve ser claro e muito bem iluminado para facilitar o trabalho e evitar acidentes. O ideal é instalar pontos de luz com luminárias de no mínimo 60W próximo aos locais de trabalho. “A luz de trabalho também é a fluorescente.

Escritório

Escritorio---luminaria

Seja o de casa ou o da sua empresa, a regra é a mesma da cozinha. Como se trata de uma área de trabalho intenso, deve ser bem iluminada. Na mesa de trabalho a luz deve ser maior que no restante do ambiente. Nem sempre essa iluminação deve ser feita com spots de luzes ou em aparadores. Abajures de piso ou de mesa proporcionam uma boa quantidade de luz sobre as áreas de trabalho. Além disso, dão um charme especial ao ambiente.

Quarto

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Raquel alerta que este é o local da casa onde a iluminação deve ser mais confortável. Para a iluminação geral, existem lâmpadas que iluminam totalmente o quarto quando aplicadas nas luminárias do teto, como a fluorescente. A luz indireta é feita por luminárias de parede, as arandelas, ou pendentes que produzem uma luz mais suave para leitura na cama, por exemplo.

“Se o dono do quarto preferir uma luz mais baixa, a fluorescente não é uma boa opção. O ideal é usar incandescente ou halopin, que faz uma iluminação mais aberta, sem exagerar na claridade. Para a leitura, as fluorescentes são uma boa alternativa”, diz. Outra dica da arquiteta é não colocar luz focada em cima da cama. “É muito ruim deitar e ficar com o fluxo da iluminação todo no nosso rosto. Então, uma boa alternativa é colocar uma luz de decoração nas cortinas, em um quadro ou em um aparador”, explicou.

Closet/ Quarto de Vestir

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Neste ambiente cai bem uma luz de efeito. Nesse caso, você pode usar uma dicróica, R48 ou a led, dentro de um móvel. “Eu gosto de misturar. Colocar uma linha com lâmpadas fluorescentes no meio e, na frente do espelho, instalar luzes de halopin ou dicróica. Elas fazem uma diferença sutil na hora de se vestir”.

Banheiro

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A iluminação do banheiro deve ser suave e agradável, mas luminosa o suficiente para facilitar a maquiagem ou barbear. A luz do espelho pode ser de preenchimento, mas não pode utilizar uma que faça sombra no olho da pessoa. Segundo Raquel, uma melhor iluminação para o espelho seria a fluorescente ou dicróica em posição lateral ou frontal. “Você pode, também, iluminar a cuba com uma luz focal ou uma R48. A halopin e a halógena (evolução da lâmpada incandescente) podem ser usadas para a decoração”.

Iluminação de varandas e terraços

Nesse ambiente é importante ter uma luz que preencha o espaço. Ele tem que estar bem iluminado para as pessoas poderem interagir, além de auxiliar na segurança, já que o local é aberto. Caso queira destacar algum espaço, como um corredor, ou um objeto, como a mesa de jogos, o ideal é usar as luzes focais que marcam o ambiente.

Iluminação para arte

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A iluminação da casa de um colecionador funciona de maneira parecida com a de um museu. Ela não é engessada e nem decorativa. A iluminação aparece em função de um quadro e não o contrário. Neste ambiente, a arte é a estrela. Os spots de luz são instalados estrategicamente para dar um charme às obras de arte e aos objetos de decoração. “A luz que vai ser utilizada difere de peça para peça. Telas a óleo, desenhos e esculturas, cada tipo de pigmento tem um limite de quantidade de fluxo luminoso que pode atingir a superfície por segundo. Essa quantidade é chamada de lux, que pode ser reduzida com o uso de um filtro”.

Segundo Raquel, o desenho, feito sobre papel, precisa de uma luz bem sutil. Vale lembrar que a lâmpada fluorescente não é ideal para esse tipo de ambiente, ela representa mal as cores. A dicróica é a mais indicada para esse tipo de iluminação.

Automação

Ideal para os apaixonados por tecnologia, a automação nada mais é do que o controle integrado de toda a iluminação da casa, permitindo que você escolha à distância ou com um simples toque a luz do ambiente para cada ocasião. Com sistemas inteligentes, é possível acionar persianas, ligar e desligar a TV, escolher a música, regular o ar-condicionado e monitorar casa e cuidar da segurança. Tudo isso por meio de um tablet ou smartphone. “A automação está ganhando espaço e logo estará na casa de grande parte da população. Porém, o cliente que optar por esse sistema precisa lembrar que ele deve ser pensado na hora em que a residência estiver sendo projetada, uma vez que os equipamentos devem estar integrados”.

Glossário

Dicróica – A lâmpada dicróica é destinada a iluminação decorativa e de destaque. Possui várias angulações de facho e algumas temperaturas de cor. Tem um bom índice de reprodução de cor o é que é ideal para iluminar objetos e obras de arte.

Halopin – É uma lâmpada bem pequena, mas com forte intensidade. Disponível com potências entre 25W e 60W é ideal para luminárias compactas e decorativas, como arandelas e luminárias de mesa. O índice de reprodução de cor é excelente.

Halógena – Essas lâmpadas possuem uma temperatura de funcionamento elevada e é importante deixá-las afastadas entre si e não aponta-las diretamente para uma pintura ou outros objetos sensíveis ao calor. O uso de muitas lâmpadas deste tipo pode deixar o ambiente muito quente. Elas podem ser utilizadas em pendentes, lustres e em spots embutidos. Alguns modelos estão disponíveis em diferentes cores.

Lâmpada incandescente – Por serem de baixa eficiência, gastam muita energia para produzir muito calor e pouca luz, mas apenas 5% da energia elétrica consumida é transformada em luz, o restante é transformado em calor. São usadas para iluminação geral, mas começam a perder espaço para as lâmpadas fluorescentes.

Lâmpada fluorescente – É um tipo de lâmpada que possui grande eficiência por emitir mais energia eletromagnética em forma de luz. Há lâmpadas com diferentes cores de luz (branca, azulada, amarelada), não emite calor e a reprodução de cor é de aproximadamente 85%.

Spot – São luminárias que podem ser embutidas ou sobrepostas em uma superfície. Estes pendentes permitem direcionar o foco de luz e ressaltam os objetos. O spot de embutir oferece luz mais sutil e direcionada. Ele pode ser instalado em tetos de forro de madeira, gesso ou drywall e é indicado para sala de estar, hall de entrada e quartos.

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