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Porque o Rio de Janeiro é lindo

Muito além das praias e das baladas das celebridades internacionais, a cidade maravilhosa é assim chamada por sua história, savoir vivre, lifestyle, soul carioca e todas as outras formas de tentar descrever aquilo que só se pode conferir vivendo. Arpoador, Corcovado, praia de Ipanema, calçadão de Copacabana, Leblon, Cristo Redentor e Lapa. Esses são destinos certos para quem visita o Rio de Janeiro pela primeira vez, e pela segunda também.

Mas, quem quer realmente conhecer o espírito carioca precisa conhecer as belezas feitas pelo homem que a cidade abriga. Para entender o porquê de o Rio de Janeiro ser a meca dos que buscam efervescência cultural, vida noturna e tradição, o Estilo Via escolheu 14 lugares que, muitas vezes, passam despercebidos, mas que você precisa conhecer. Confira!

1 – Casa Daros

Projetado em estilo neoclássico pelo arquiteto Francisco Joaquim Bethencourt da Silva para receber a Santa Casa de Misericórdia e o Recolhimento das Órfãs e Desvalidas de Santa Thereza, um orfanato para meninas pobres, a Casa Daros é uma das joias da arquitetura do Rio de Janeiro. Em 2006, o casarão foi comprado pela Daros Latinamerica, uma instituição com sede em Zurique, Suíça, dedicada à arte contemporânea produzida na América Latina. Entre 2007 e 2011, a casa passou por um minucioso processo de restauração arquitetônica e modernização de instalações para receber um acervo em constante expansão. Hoje, a Casa Daros possui 1.200 obras, entre pinturas, fotografias, vídeos, esculturas e instalações, de mais de 117 artistas do continente.

Localizada em Botafogo, na Rua General Severiano 159, o local mantém sua tradição com foco em arte e educação, oferecendo ao público uma agenda de seminários e encontros com artistas. A instituição tem ainda uma biblioteca especializada em arte latino-americana contemporânea, o Espaço de Leitura com catálogos de exposições da coleção, restaurante/café e loja de souvenires e livros.

2 -Instituto Moreira Salles

O Instituto Moreira Salles fica no bairro da Gávea, na Rua Marquês de São Vicente, 476. No local acontecem exposições, projeções de filmes e shows, além de abrigar acervos de fotografia, música, literatura e iconografia. Com visitação de terça a domingo e feriados, das 11h às 20h, o público pode visitar a casa, que é um marco da arquitetura moderna dos anos 1950.

A casa projetada pelo arquiteto Olavo Redig de Campos, foi construída no alto da Gávea onde viveram o banqueiro Walther Moreira Salles e sua família e tornou-se em 1999 a sede do Instituto Moreira Salles (IMS). De 1995 a 1999, depois de 15 anos sem uso, a casa passou por um rigoroso processo de adaptação para abrigar a sede do Instituto Moreira Salles (IMS).

Organizada em torno a um pátio central, a casa apresenta um contraste entre o classicismo italiano de Redig de Campos e o informalismo do desenho de Burle Marx. Em outras palavras, entre a civilização e a natureza. Envolvido por uma ala íntima, de um lado, e por dependências sociais em outros dois lados e no meio, o pátio trapezoidal se abre para o jardim com piscina e a vista da montanha.

3 – Real Gabinete Português de Literatura

Em 1837, ano em que se comemoravam os 300 anos de morte de Luis de Camões, 43 portugueses emigrados para o Rio de Janeiro e decidiram fundar o Real Gabinete Português de Leitura, com o objetivo de ampliar o interesse pela leitura e educar os filhos dos primeiros sócios dentro do espírito iluminista. Na década de 1870, o grupo decide que é hora de construir um prédio para receber o crescente interesse dos associados e o aumento significativo do acervo. Em 1886, é inaugurada a sede do Real Gabinete Português de Leitura, com arquitetura manuelina, à exemplo do que já existia em Portugal, como o Mosteiro dos Jerônimos e a Torre de Belém.

O estilo manuelino é caracterizado pela exuberância plástica, curvas e elementos que retratam a pujança das conquistas ultramarinas no reinado de D. Manuel (1491 a 1521). Por isso, na imponente fachada do prédio estão incrustradas quatro esculturas dos maiores heróis desse período: Pedro Álvarez Cabral, Luis de Camões, Infante Dom Henrique e Vasco da Gama. Todos cantados em verso com a ajuda do engenho e da arte em “Os Lusíadas”. Em 1900, o Gabinete tornou-se uma biblioteca pública, com empréstimo de livros. Hoje, somente os livros publicados a partir de 1950 podem ser emprestados por até 15 dias. O atraso na entrega é penalizado com multa em dinheiro.

Atualmente, o Real Gabinete Português de Leitura conta com um acervo de 300 mil volumes, entre obras raras e pinacoteca. Sua atmosfera mágica que toma conta da biblioteca é um convite à leitura e à contemplação e, recentemente, foi declarada a terceira biblioteca mais monumental do mundo. A biblioteca fica na Rua Luís de Camões, 30 e funciona de segunda a sexta das 9h às 18h.

4 – Parque das Ruínas

O Centro Cultural Parque das Ruínas foi a residência de Laurinda Santos Lobo, uma das maiores mecenas da cidade e sobrinha de Joaquim Murtinho, ministro da Fazenda do governo Campos Sales, e o cenário dos inúmeros saraus promovidos por Laurinda e frequentados por artistas nacionais e internacionais como Villa Lobos, Tarsila do Amaral, João do Rio e Isadora Duncan. Isso, nos idos do final do século XIX e início do século XX.

Além de uma anfitriã famosa, Laurinda ganhou a casa original de seu tio que a construiu em estilo neocolonial. Com sua morte em 1946, a residência ficou abandonada por um longo período. E, em meados dos anos 60, o prédio entrou em decadência ao sofrer com o abandono e os saques.

Em 1994, a prefeitura do Rio convidou os arquitetos Ernani Freire e Sônia Lopes para desenvolverem o projeto final da casa que une às ruínas do palacete neocolonial a estruturas modernistas. O Parque das Ruínas foi inaugurado em 1997 e é hoje um espaço nobre para a cultura carioca com teatro, sala de exposição e circo. O Centro Cultural Parque das Ruínas fica em Santa Teresa, na Rua Murtinho Nobre, 169 e funciona de terça a domingo, das 8h às 20h.

5 – Bairro de Santa Teresa

Situado no Morro do Desterro, que no século XVIII servia de rota de fuga para os escravos, o bairro é um dos maios charmosos da cidade. Em 1723, após a construção dos Arcos da Lapa, o Convento de Santa Teresa se instalou no alto do Morro. Sua presença era tão marcante que a região foi batizada pela população com o nome do convento. O bairro tem uma extensa e animada programação cultural. Ela é tomada por sobrados que servem de lugar para ateliês, bares, restaurantes e lojas de artesanato. Artistas de renome, como Carlos Vergara, e os nem tão conhecidos têm seus ateliers no bairro. Quem optar por chegar até lá a pé, o ideal é partir de outro famoso bairro, a Lapa, e assim terá a oportunidade de conhecer a mais famosa escadaria da cidade, a Selarón, nome dado em homenagem ao artista plástico chileno Jorge Selarón, que criou os mosaicos e adotou a cidade maravilhosa como sua cidade natal. Ela tem 215 degraus recobertos de mosaicos de cerâmica nas cores verde, amarelo e azul.

6 – Feira de São Cristóvão

Impossível ir, estar, morar ou planejar ir ao Rio de Janeiro e não conhecer a Feira de São Cristóvão. Ela sintetiza o Nordeste e oferece ao visitante tudo que a região dispõe, exibindo, em suas quase setecentas barracas, sua riqueza tradicional e proporcionando a animação característica do nordeste, como por exemplo o som: forró, xote, baião, xaxado, repente, arrasta-pé, maracatu e outros bem genuínos.

O Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, mais conhecida como Feira de São Cristóvão, está localizado no Bairro de São Cristóvão e recebe, em média, trezentas mil pessoas por mês. Para suportar o alto número de visitantes circulando diariamente pelo local, a feira conta com um estacionamento para 800 veículos e funciona de terça a quinta, de 10h às 18h, e nos finais de semana, de 10h às 21h. A entrada é gratuita.

Localizado em um antigo pavilhão reformado em 2003, a Feira de São Cristóvão é um espaço que conta com lojas, shows e restaurantes que remetem a cultura nordestina. Ela é a opção carioca arretada para comprar, comer e se divertir, além de oferecer belos artesanatos e muita música.

7- Ilha de Paquetá

Para quem busca uma tarde tranquila ou um dia mais calmo, a Ilha de Paquetá é dos melhores lugares para isso. Como os carros são proibidos de rodar dentro da cidade, os moradores e visitantes fazem os percursos a pé, de bicicleta ou de charrete, que podem ser alugados logo ao desembarcar na ilha. A diversão é garantida. De bicicleta, é possível visitar toda a cidade em duas horas. Mas o melhor é ir parando de praia em praia, são 12 ao todo, e visitar os dois parques públicos para tomar um picolé.

Vale visitar a Casa das Artes. Criada em 1999, saraus, exposições, eventos musicais, culturais e projetos voltados para a capacitação e formação da comunidade. A entrada é livre e gratuita. Parada obrigatória é a casa e a pedra onde foi gravada a novela “A moreninha”, da Rede Globo. Se o visitante der sorte, acontece, às vezes, uma roda de samba no Paquetá Iate Clube. Os jovens músicos visitam o repertório do lendário Xangô da Mangueira entre outros. A roda de samba acontece todo terceiro domingo do mês, com entrada gratuita.

Para chegar a Ilha de Paquetá é muito fácil. Basta pegar uma barca, que custa aproximadamente R$4,50, na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro. São 40 minutos de pura beleza. A rota da barca leva os passageiros para uma viagem surpreendente pela Baía da Guanabara, passando com direito à vista espetacular do Pão de Açúcar, do Museu de Arte Contemporânea e a Ponte Rio-Niterói.

8- Palácio Tiradentes

Com uma beleza única, o Palácio Tiradentes, nos tempos do Brasil Colônia, servia de sede do poder público municipal e de prisão. Conhecido como Cadeia Velha, foi ali que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, passou seus últimos dias de vida. Localizado no Centro da cidade, nas primeiras décadas do período republicano, o prédio passou a abrigar a Câmara dos Deputados. Atualmente, o Palácio Tiradentes é a sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

9 – Theatro Municipal

O equilíbrio das linhas é clássico, mas a decoração é barroca. O Theatro Municipal embeleza o Centro do Rio de Janeiro desde 1909, ano de sua inauguração. Ao longo de sua existência, o Theatro Municipal passou por quatro reformas. Em 1934, a primeira obra mudou a cara da sala de espetáculo, que foi ampliada. Em 1970, passou pela primeira restauração e reabriu em 1979 com a proibição dos bailes de carnaval, que aconteciam no local. Na década de 80 ele passou pela terceira restauração. E, em 2008, veio a modernização do equipamento cênico.

Com a reforma, o brilho e o glamour voltaram ao Theatro Municipal, reaberto ao público em maio de 2010. As visitas guiadas acontecem de terça à sexta, às 11h, exclusivo para alunos de escolas, e às 12h, 14h, 15h e 16h para o público em geral. Aos sábados e feriados, as visitas acontecem às 11h, 12h e às 13h. O valor do ingresso é de R$ 10 a inteira, e somente 50 pessoas são admitidas por visita.

10 – Bosque da Barra

Localizado na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, o Bosque da Barra é um parque municipal com áreas de lazer e uma reserva ecológica, onde são preservadas a vegetação natural das áreas originais do bairro e animais nativos. Caminhar pelo bosque é ter a chance de, em meio à natureza, contemplar a flora e a fauna do local. As vielas são envoltas de vegetação por todos os lados ao longo dos trajetos. São arbustos e árvores predominantemente de caule fino com muitos emaranhados e cipós. É uma vegetação típica de restinga e de mangue, que originalmente predominavam na área de baixada próxima ao mar, com muitas lagoas, alagados e rios. Com entrada gratuita diariamente de 7h às 17h, o lugar é ideal para fazer um piquenique ou levar as crianças para se divertirem.

11- Mosteiro de São Bento

Monges, nos anos de 1590, vindos da Bahia, decidiram criar o Mosteiro beneditino do Rio de Janeiro. Ele foi construído a pedido dos habitantes da recém fundada cidade de São Sebastião. No centro da cidade, o local de orações e meditação atrai um público fiel para as celebrações diárias do Ofício Divino e da Missa, com canto gregoriano. Na Abadia funcionam o Colégio de São Bento (considerado um dos melhores centros de ensino do país), as Edições Lumen Christi, a Faculdade de São Bento, a Casa de retiro de Emaús e a Obra Social São Bento. O Mosteiro mantém também duas casas de retiro e encontros fora do mosteiro: a Casa de São Bento, no Alto da Boa Vista, e o Sitio Seio de Abrahão, em Teresópolis. O Mosteiro fica aberto diariamente das 7h às 18h, com missas às 7h30, durante a semana, e 10h e 18h30 aos domingos.

12 – Ilha Fiscal

A Ilha Fiscal, que foi palco do último baile do Império, seis dias antes da proclamação da República, reabriu em janeiro deste ano ao público. Ela ficou fechada para visitação por causa das obras de demolição do Elevado da Perimetral. O belo palacete foi projetado pelo engenheiro Adopho José Del Vecchio. Em estilo neogótico, a construção inaugurada há 125 anos conta parte da história do país e da Marinha e oferece uma programação especial nos fins de semana, que inclui a mostra “Azul da cor do mar”, inspirada no enredo de 2011 da Escola de Samba Portela.

A visita custa R$ 20 e começa pelo Salão do Cerimonial, decorado com elementos do final do século XIX e dos anos 1930. Em um vídeo, uma atriz interpreta uma convidada do baile e descreve o cenário político e curiosidades da última festa realizada no local. No torreão, na parte central do palacete, chamam a atenção o piso de mosaico feito com 14 tipos de madeiras brasileiras, os vitrais e os trabalhos em cantaria, presentes nas fachadas do prédio.

13 – Feira do Lavradio

Com 18 anos feitos no início de janeiro deste ano, a Feira do Rio Antigo, conhecida popularmente como a Feira do Lavradio, acontece todo primeiro sábado do mês e reúne de tudo. De comidas e roupas a móveis, arte e artesanato. Localizada na rua do Lavradio, a primeira rua residencial da cidade, a feira traz para a rua toda a diversidade cultural do Brasil, de forma leve e simpática. No coração da Lapa, a histórica rua do Lavradio traz à memória o Rio de Janeiro antigo, da boemia, da música e da arte expressas nas roupas, calçados e acessórios que ficam expostos. A feria recebe 30 mil visitantes por edição e possui, em média, 450 expositores e tem uma linda vista para os prédios dos séculos XVIII, XIX e XX que formam um inebriante corredor.

14 – MAM

O Museu de Arte Moderna do Rio De Janeiro (MAM) possui, atualmente, uma coleção com mais de 15 mil obras, entre pinturas, esculturas e gravuras de artistas brasileiros e estrangeiros. Além da biblioteca especializada em artes e uma importante cinemateca, onde acontecem as mostras mais concorridas da cidade.

Arquitetado por Affonso Eduardo Reidy, o MAM foi construído no Aterro do Flamengo, junto à Baia de Guanabara. Do interior, as fachadas de vidro permitem contemplar o paisagismo criado por Burle Marx, já os vãos livres têm um fim prático, a liberdade de composição oferecida ao espaço de exposições.

O MAM funciona de terça a sexta, das 12h às 18h; sábados, domingos e feriados de 12h às 19h. A bilheteria fecha meia hora antes do encerramento das atividades do museu.

A Via no Rio de Janeiro

Nos últimos anos, o Rio de Janeiro se tornou um dos polos de crescimento imobiliário do país, com valorização acima da média nacional. Para morar ou investir, a cidade maravilhosa é sem dúvida um dos melhores centros urbanos do país, devido à crescente melhoria de sua infraestrutura e revitalização de sítoos históricos, levando a uma valorização imobiliária acima da média nacional. Tudo isso tem atraído um público interessado em experimentar o lifstyle carioca, cosmopolita e sofisticado, em uma cidade cercada de belezas naturais e muita história.

Para esse público, a Via criou empreendimentos sob medida. Na Barra da Tijuca, a Via já realizou empreendimentos de sucesso próximos do canal de Marapendi como o Via Barra e Via Cancun,
no Península, o Via Privilège recebeu o prêmio master imobiliário. Em Jacarepaguá, o Via Flamboyant e o Via Quintas do Lago transformaram a região. No bairro de Quintino, o aconchegante Via Corcovado. Já no Bairro de Taquara, o Via Alto Mapendi traz todo o conforto para os moradores levarem uma vida confortável com segurança. Na Região Olímpica, o recém-lançado Via Premiére ficará próximo do Riocentro e será uma excelente opção de investimento para os eventos corporativos, esportivos e de entretenimento da cidade. Para mais informações, acesse www.viaempreendimentos.com.br.

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