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Santorini

Poucos lugares no mundo combinam beleza natural com vilas charmosas, vistas deslumbrantes e uma gastronomia única. Resultado de uma explosão vulcânica que criou no meio da ilha uma lagoa de água salgada, Santorini é a mais famosa das ilhas gregas e sem dúvida uma das mais belas do planeta. Tirar uns dias para visitar a região é desejo de consumo de quem adora viajar. Se você está procurando um destino especial, veja as dicas que o Estilo Via garimpou entre os blogs de viagem mais bacanas.

As vilas da ilha de Santorini são verdadeiros cartões postais. Casas caiadas de branco com tetos pintados de azul instaladas sobre a rocha vulcânica acinzentada e ao fundo o mar de um azul profundo. A capital da ilha é Faia, que tem hotéis e albergues, bares e restaurantes e uma vida noturna bem agitada. Mas o destino mais incrível é Óia – pronuncia-se ia. A vila de ruelas retorcidas e casinhas instaladas num penhasco a 300 metros de altura tem a vista mais impressionante.

Como chegar lá

Saindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro, existem voos para Atenas, Grécia, com escalas em Paris, Roma, Frankfurt, Istambul e outras cidades europeias. Serão mais ou menos 14h30 de viagem. Existem voos em que as escalas são mais demoradas.

Em Atenas, você pode pegar um voo direto, que dura pouco mais de 50 minutos ou  sair do porto de Pireu de ferryboate – são nove horas pelo Mar Egeu passando de ilha em ilha – ou cinco horas de barco rápido. No verão há conexões diárias para as ilhas de Paros (quatro horas de ferry ou uma hora e meia de barco rápido), Naxos (três horas de ferry ou uma hora e meia de barco rápido), Ios (uma hora e quinze de ferry e meia hora de barco rápido), Mikonos (seis horas de ferry ou quatro de barco rápido) e Creta (três horas e quinze de ferry ou uma hora e quinze de barco rápido). A viagem é longa, mas a recompensa ao chegar a Santorini vale o esforço.

A caldeira

A surpreendente beleza da Santorini se explica pela atividade sísmica ocorrida ao longo de sua história. A ilha vizinha ao que hoje é Santorini fazia parte de seu território até o século 3 a.C., quando o vulcão  engoliu um lado da ilha. No centro da ilha recortada em meia-lua está a cratera que na verdade é a caldeira submersa de um vulcão, criada por uma série de erupções ocorridas no ano 1650 a.C. No cume do penhasco que beira a cratera foram erguidas as casinhas brancas, debruçadas sobre o  mar e enfileiradas em vielas estreitas.

Fira e Oía

São as vilas mais bacanas para se hospedar. Fira tem mais infraestrutura para quem vai no esquema mochileiro. Os albergues são de bom preço e tem acomodações bastante razoáveis. As pousadas em casas de família também são ótimas para ficar. Em Oía, ficam os hotéis com acomodações mais luxuosas, com spas, jacuzzis ao ar livre, piscinas com vistas deslumbrantes para a Caldeira. Para buscar hotéis na ilha, clique aqui.

Como se virar

Como se trata de uma vila com ruas estreitas, muito sobe e desce, cantos que tem um charme especial, o melhor mesmo é andar a pé. Como o calçamento é de pedra, leve um par de tênis ou sandálias confortáveis. Para ir de uma vila a outra, há agências de aluguel de carros e scooters na ilha. Segundo o site Viaje Aqui, para subir e descer os penhascos para ir à praia ou à vila, uma boa e divertida forma de transporte é subir no lombo de um burrinho, que também é pago, cerca de 4 euros. Tem ainda o bondinho, que leva do porto de Skála Firon até a vila, o que a pé significa subir os 587 degraus da escadaria morro acima. Do porto também partem os barcos que levam os turistas para visitar as ilhas vulcânicas de Palaia Kameni e Nea Kameni.

O que visitar

Não deixe de caminhar pela vila. Em cada esquina existe uma surpresa. Além disso, tem uma infinidade de lojinhas com produtos locais e por onde se anda, existe um ângulo diferente para ver a caldeira. Um espetáculo a parte!

Não deixe de conhecer as praias. Comece pela Red Beach (praia vermelha) ao sul da ilha. Diferente de tudo o que você já viu, o mar é azul, a areia é grossa e escura, uma mistura de grais vermelhos e pretos que dão um tom especial ao lugar, não tem mata ao redor e é cercada por uma falésia vermelha, que empresta o nome ao local. Pode ser considerada exótica para nós brasileiros. De lá, você pode seguir para a White Beach (praia branca). São mais ou menos 10 minutos de barco, que leva pelo Mar Egeu até uma ilhota com areias branca e fina. Se ainda tiver fôlego, siga para Perissa, uma das mais famosas de Santorini e a única das três com barraquinhas de bar e comida. A dica é levar sempre água e lanchinhos na mochila para não passar sede nem fome.

Aproveite também para visitar as vinícolas da ilha. Os vinhos locais são considerados uns dos melhores do mundo, com várias safras premiadas. O blog Chata de galocha recomenda agendar um wine tour com uma empresa especializada em levar os visitantes às vinícolas. O passeio, que pode durar algumas horas, exige preparo para aguentar a jornada e provar, aproximadamente, 25 vinhos de todos os tipos, cada um mais incrível que o outro, segundo Lu Ferreira, a autora do blog. Não deixe de provar o Vinsanto, o vinho branco licoroso e doce servido em toda a ilha. Bem gelado, vai bem como aperitivo ou para acompanhar a sobremesa.

Se puder, visite Cave Boutari. Fundada em 1879, foi eleita por mais de dez vezes a vinícola do ano pela conceituada publicação “Wine & Spirits”. E em 2008, a revista especializada “Wine Enthusiast” a escolheu como a melhor vinícola europeia. Por falar em bebidas, Santorini tem vários bares legais, mas, na ilha, não se costuma beber sem comer.

Onde comer

Ambrosia. Fica em Oía e, como tudo por lá, tem uma vista incrível. É um dos mais recomendados por todos os sites de viagem e as reservas podem ser feitas por e-mail. Um dos destaques da casa é o Mil folhas de vitelo, tomates assados, queijo de cabra e molho de pimenta acompanhado de purê de berinjela. Ou os camarões sauté regados com molhos de resina de aroeira servidos sobre uma cama de abacate. Para beber, a casa oferece uma carta de vinhos que você pode escolher pelo site do restaurante. Para nossa alegria, o restaurante tem cardápio em português, o que facilita muito na escolha.

A receita – Salada Grega

Para celebrar este momento, o Estilo Via conversou com o globe-trotter, jornalista e editor do blog Gastronomix, Rodrigo Caetano, para pegar uma dica de receita prática, fácil de fazer e deliciosa. Em 2012, Rodrigo esteve em Santorini e conta que durante sua estada na ilha comeu basicamente salada grega. Ele conta que foi amor à primeira garfada. “Ela é muito gostosa. Irresistível. Por isso, é quase impossível não se apaixonar… As curvas dos tomates, a refrescância dos pepinos, o salgadinho das alcaparras e das azeitonas pretas, a crocância da cebola e o toque mágico e ímpar do queijo feta. Claro, tudo regado por um belo azeite local”.

Ingredientes (6 pessoas)
  • 200g queijo feta (ou queijo de cabra)
  • 4 tomates
  • 2 pepinos
  • 1 cebola roxa em rodelas finas
  • 50g alcaparras
  • 150g azeitonas pretas
  • Pimentões em tiras (opcional)
  • Azeite
  • Sal e pimenta a gosto
  • Orégano
Preparo
  • Corte os tomates em meia lua. Depois, divida em pedaços menores.
  • Corte os pepinos da mesma forma.
  • Corte a cebola em fatias. Depois, desfaça os anéis.
  • Misture os pedaços de tomates, os pepinos, as cebolas fatiadas, algumas alcaparras e azeitonas pretas. Regue tudo com azeite e tempere com sal e pimenta.
  • Monte a salada no prato e coloque em cima uma fatia de queijo feta (*), salpicado de orégano por cima do queijo. Ele é facilmente encontrado em supermercados e lojas especializadas em produtos gourmet da capital.
O Queijo Feta

Feta (em grego: φέτα), também grafado fetta, é um queijo coalhado típico da Grécia, feito tradicionalmente com leite de cabra e de ovelha. A partir de 2005 o feta passou a ser uma denominação de origem controlada na União Européia, e definido como tendo pelo menos 70% de leite de ovelha, com o restante decabra. Fora da UE, queijos vendidos comumente como ‘feta’ podem incluir até mesmo leite de vaca, ou mesmo ser inteiramente feito dele.

Via Santorini

Santorini é a inspiração por trás de um dos empreendimentos mais sofisticados e elegantes que a Via apresenta no Setor Noroeste, o mais novo bairro de Brasília. Localizado no Bloco E da SQNW 109, o Via Santorini empresta da ilha grega a exuberância da natureza para receber seus moradores com imenso céu azul, uma das características mais marcantes de Brasília, e a proximidade com o Parque Nacional da Água Mineral e o futuro Parque Ecológico Burle Marx.  Com apartamentos de 3 e 4 quartos e coberturas duplex de canto com 3 e 4 quartos, o empreendimento, assim como a ilha grega,  guarda surpresas a seus futuros moradores. Clique aqui e saiba mais sobre este lançamento exclusivo da Via.

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