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Um jeito inovador e sustentável de fazer lajes

A indústria da construção civil no Brasil está sendo apresentada a mais uma novidade. O sistema BubbleDeck é um método revolucionário de eliminação do volume de concreto de uma laje. Por meio de esferas plásticas instaladas entre telas de aço, ele elimina o concreto que não exerce qualquer função estrutural na peça e com isso reduz o seu peso próprio. A nova tecnologia já está sendo usada pela Via Engenharia na construção do Centro Administrativo do Distrito Federal (CADF), nova sede do Governo do Distrito Federal (GDF), cuja primeira etapa será entregue em 2013 e a segunda, e última, em 2014.

Mais de 30 países já usam o sistema, que ganhou vários prêmios europeus pelo seu alto nível de inovação e sustentabilidade. O principal destaque da laje é a incorporação de esferas plásticas produzidas com polipropileno – o mesmo utilizado para fazer garrafas PET, que pode ser virgem ou reciclável – que reduzem em até 35% seu peso total em relação a uma laje comum. “Você pode construir lajes que são tão resistentes quanto lajes maciças, no entanto, com o sistema BubleDeck elas ficam muito mais leves. É possível fazer, sem dúvidas, garagens de pavimento, por exemplo. Elas suportam até um caminhão do Corpo de Bombeiros, que pesa cerca de 30 toneladas”, conta o engenheiro José Caetano, um dos responsáveis pela obra do CADF.

Toda a preparação acontece na fábrica da empresa, que tem sede em Brasília. A BubbleDeck produz as esferas de plástico infladas com ar. Depois de prontas, elas são inseridas entre duas telas de aço, formando gaiolas metálicas (Módulos BubbleDeck). Com as gaiolas prontas, ainda na fábrica, elas são colocadas em formas de metal no tamanho encomendado pelo cliente. A estrutura metálica já com as esferas é mergulhada em uma forma com 6cm de profundidade. Sobre a gaiola, uma camada de concreto completa a laje. Ela está pronta para seguir para o  canteiro de obras e ser instalada, segundo o projeto.

As lajes são colocadas diretamente sobre o escoramento e a colocação da armação de aço complementar – barra de ligação e capteis (uma região de aço acima das colunas). Para finalizar, é jogado o concreto por cima dos pré-moldados, o que deixa a laje sólida. Para isso, não é necessária a utilização de mão de obra especializada e de materiais específicos.

Segundo o sócio da BubbleDeck no Brasil, Wlicio Chaveiro, o sistema oferece uma economia significativa de material, maior produtividade e, consequentemente, reduz os impactos ambientais, como substituição de 60 kg de concreto por 1 kg de plástico reciclado retirado do meio ambiente. “A redução dos impactos ao meio ambiente começam ainda na produção da lajes com a diminuição significativa do uso de materiais recicláveis e de matéria prima como o aço. São menos caminhões circulando pela cidade, emitindo menos de CO². Utilização”, conta Wlicio.

Outro grande destaque da BubbleDeck é fato de o uso das esferas plásticas eliminarem a necessidade de vigas e reduzir o número de colunas. “Sem vigas e com vãos maiores, o ambiente fica mais limpo. Para arquitetos e decoradores podem aproveitar melhor os ambientes e deixa-los de acordo com o gosto do cliente”, conta. Outra vantagem para arquitetos, designers de interiores e moradores, é que se for necessário furar a laje feita com a tecnologia BubbleDeck para passar tubulações de água, esgoto ou eletricidade, não haverá qualquer dano à estrutura. O sistema proporciona também um isolamento térmico e acústico e, em caso de incêndio, as esferas simplesmente carbonizam sem emitir gases tóxicos.

Em Brasília

Esta nova tecnologia BubbleDeck está sendo usada na construção do Centro Administrativo do Distrito Federal (CADF), nova sede do GDF. O centro terá 16 prédios e área total de 178 mil m², com um cronograma de produção de 1.000 m² de painéis BubbleDeck por dia, o que irá proporcionar uma redução no consumo de concreto e escoramento sobre o design original. “Com o forte crescimento da indústria da construção civil do Brasil, são necessários investimentos em novas técnicas mais práticas e vantajosas em relação ao custo-benefício de sua produção e uma maior ecoeficiência”, disse Walmir Soller, diretor do negócio de polipropileno da Braskem.

As torres abrigarão as secretarias e a sede do governo. A nova estrutura também contará com um centro de convivência com lojas, bancos e praça de alimentação. Segundo o GDF, a expectativa é de que 15 mil pessoas, além dos servidores, transitem pelo local todos os dias para resolver problemas burocráticos, prestar consultorias e acessar os serviços públicos.

Um comentário para “Um jeito inovador e sustentável de fazer lajes”
  1. Simonetaem 13 May 2015 às 17:14

    Que coisa… Ent

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